Sabendo se que o mundo gira hoje ao redor da tecnologia,mesmo assim devemos ficar atentos para uma vida saudável dos nossos pequenos futuros adultos.
Tecnologia na idade certa
Foi-se o tempo em
que eletrônicos eram objetos de desejo apenas dos adultos.
Nascidas em uma época em que internet sem fio e tocadores
de MP3 são um dado da realidade, as crianças,
hoje, querem ter seus próprios aparelhos cada vez mais
cedo.
Aos pais, sobram
dúvidas e ansiedade para decidir sobre o melhor momento
de ceder. Afinal, embora a tecnologia favoreça o aprendizado
e ajude a desenvolver uma série de habilidades, seu
uso na idade inadequada pode expor as crianças a riscos.
Um time de especialistas ouvidos por VEJA mostra que os perigos
vão de problemas auditivos ao contato com adultos mal-intencionados.
A seguir, eles apontam a idade mais apropriada para presentear
as crianças com celulares ou videogames e dão
dicas de como monitorar melhor as atividades nesses aparelhos.
VIDEOGAME
Comentário: antes disso, as crianças não têm o desenvolvimento psicomotor necessário para brincar, o que pode deixá-las frustradas e irritadas. Daí em diante, se a atividade for moderada (até uma hora por dia, para evitar o sedentarismo e lesões por movimentos repetitivos), o videogame poderá desenvolver habilidades como pensamento estratégico e coordenação espacial
Dica dos especialistas: é preciso prestar atenção à faixa etária a que cada jogo se destina. A informação aparece na embalagem. Dos atuais aparelhos, o Nintendo Wii é o que conta com o maior número de jogos para crianças entre 3 e 10 anos
CELULAR
Comentário: seu uso exige uma maturidade que, em geral, crianças mais novas não têm. É necessário, por exemplo, controlar gastos, saber onde utilizar o aparelho e compreender os riscos de falar com pessoas desconhecidas. O celular também pode ser um vínculo indesejado com os pais, justamente na fase em que a criança precisa aprender a ficar sem eles em ambientes como a escola ou a casa de amigos
Dica dos especialistas: antes da adolescência, os pais podem querer dar um celular aos filhos como medida extra de segurança. Nesses casos, é melhor ter um aparelho para emprestar à criança em situações específicas, como um passeio com amigos no fim de semana
TOCADOR DE MP3
10 anos
Comentário: ouvir música em um volume acima de 85 decibéis pode causar perdas irreversíveis de audição. Como o volume máximo desses aparelhos pode chegar a
120 decibéis, os especialistas desaconselham o uso por crianças pequenas, especialmente antes dos 4 anos, quando as células auditivas ainda estão em desenvolvimento. A idade recomendada também considera que a criança muito nova dificilmente se interessa por fazer uma seleção particular de músicas e ouvi-las sozinha
Dica dos especialistas: alguns modelos, como o iPod, já contam com dispositivos que permitem aos pais definir o volume máximo do aparelho. São os mais indicado.
NOTEBOOK
Comentário: antes dessa idade, o ideal é que o computador seja compartilhado com outras pessoas da família, em um ambiente comum da casa, como a sala ou o escritório.
Isso garante maior controle sobre o tempo de uso e evita o acesso à internet sem supervisão
Dica dos especialistas: no computador pessoal da criança, os softwares que controlam o acesso à internet são ainda mais importantes. O Net Nanny (www.netnanny.com) é considerado o mais completo. Ele impede a visita a determinados sites ou conversas perigosas em programas de bate-papo
CAMERA FOTOGRAFICA
Comentário: como não traz nenhum risco para o desenvolvimento infantil e ainda estimula a criatividade e a destreza manual, a recomendação etária considera apenas o desenvolvimento motor necessário para que a criança seja capaz de capturar as imagens que deseja.
O ideal, nesse caso, são as versões infantis das câmeras – mais resistentes e fáceis de manusear
Dica dos especialistas: é importante controlar o uso que a criança faz das fotos. Sem o discernimento necessário, ela pode colocar imagens na internet, o que é altamente desaconselhável
O paulistano Gabriel Hengler da Silva, de 8 anos, com seus eletrônicos: por enquanto, o celular não faz chamadas e o computador fica na sala |
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